Caminhada Noturna
Um desejo repentino se apoderou de meu corpo, um gole de vinho foi o suficiente para minha mente amansar e me libertar para correr sem saber ao certo o destino. Corri noite adentro pela bruma espectral, o som do Sabá me convocava, hinos uivados e flautas a farfalhar. Na floresta negra espinhos rasgado minha carne traziam prazer e não dor, podia sentir a besta clamando para vir à superfície a cada corte. Sombras dançavam ao meu redor, rostos humanos com galhadas de cervos, formas inomináveis com grandes asas negras, mas não parei, corri em direção à grande clareira que se formava da encruzilhada em meio às árvores. Um Tilintar, um sussurro no ouvido esquerdo, me viro para checar... a Faca perfura de dentro pra fora, eu caio. Carne esfria e o sangue ferve borbulhando com a chama negra que brotou no peito do defunto. LEVANTA, LEVANTA OH! CRIATURA NOTURNA Erga-se para uma nova existência.